quinta-feira, 10 de junho de 2010
A pedra tem vida, meu negô!
O que é real? O mundo todo foi construído para ser adaptável à nossa anatomia, a qual dizem simétrica, mas se nossa anatomia fosse diferente, será que a palavra simétrica ainda faria algum sentido, ficamos presos ao sentido das palavras, tomando cuidado com tudo o que se dizer, e o que tem que ser dito, onde fica? Deixamos a reais vontades para seguir tendências, conceitos, estudos, mesmo sabendo que estes são apenas devaneios que foram tomados como verdades e usados como regras, todos parâmetros foram tirados de um olhar incomum, o qual não sabemos a origem, aquilo só existe porque tem um nome, e aquilo que se é, está a margem, porque o que importa é o que parece ser para alguém que parou para observar, mas se todos pararmos para observar, cada um terá uma visão, e aquilo já não será a mesma coisa, quem foi o idiota que facilitou a vida para o ser humano? Eu prefiro a dúvida, nada é o que parecer ser, mas sim o que é para mim, e no dito momento é isso que importa, e logo após se está pronto para mudar de opinião, com o acumulo de experiências únicas, a eterna descoberta e deslumbre do novo, sensações individuais descobertas colectivamente, a satisfação em si buscando o outro para a mesma descoberta, sem a necessidade de se apropriar daquele conhecimento.
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